Lei do bom samaritano
First Aid & CPR California
O Bom Samaritano: compaixão e proteção
Extraída da Bíblia (Lucas 10:25-37), a parábola do Bom Samaritano narra como um viajante dado por morto é socorrido por um desconhecido que cuida dele e vela pelo seu bem-estar. Além do seu contexto religioso, transmite uma mensagem universal: o dever moral de prestar socorro ao próximo em perigo, com compaixão e altruísmo.
Inspiradas neste princípio, muitas leis do Bom Samaritano foram promulgadas em todo o mundo para proteger de processos judiciais quem presta assistência de boa-fé numa emergência. O alcance exato dessa proteção, contudo, varia de uma jurisdição para outra: veja a seguir o que prevê a lei aplicável à sua região.
Sua proteção nos termos da lei
A Lei do Bom Samaritano da Califórnia, codificada no Health and Safety Code § 1799.102, protege qualquer pessoa que, de boa-fé e sem remuneração, intervém para prestar atendimento de emergência — médico ou não — no próprio local da emergência; apenas a negligência grave ou a conduta dolosa e temerária fica fora dessa proteção. A mesma imunidade alcança o uso de um desfibrilador público: nos termos do Civil Code § 1714.21 e do Health and Safety Code § 1797.196, o socorrista leigo que utiliza de boa-fé um DEA fica protegido contra danos civis.
Sem obrigação de agir, mas todos os motivos para fazê-lo
Na Califórnia, nenhuma lei o obriga a intervir — parar para ajudar é uma decisão que você toma, não um dever que lhe é imposto. Mas, no momento em que escolhe agir, a lei ampara o seu esforço de boa-fé, e pegar um DEA faz parte expressa daquilo que ela abrange. O medo de ser processado não deveria ser o motivo pelo qual alguém passa direto por uma pessoa que desabou.
Por que a formação é essencial
Quando um coração para, as chances de sobrevivência caem cerca de dez por cento a cada minuto que passa, e nesses primeiros minutos a única pessoa capaz de ajudar é aquela que já está ali. Nas imensas distâncias da Califórnia, os paramédicos nem sempre conseguem vencer esse relógio — é por isso que a testemunha é o verdadeiro primeiro elo da cadeia de sobrevivência. A lei já afastou o risco jurídico; a formação é o que afasta a hesitação, substituindo a dúvida por mãos que sabem exatamente o que fazer. Aprenda essas técnicas e você se tornará a razão pela qual alguém recebe uma segunda chance.